sexta-feira, 10 de agosto de 2012

.. partiu



Não adianta a gente colocar a corda no pescoço sempre qe lembra de algo, a gente não pode morrer várias vezes, a vida não vai esperar!
Eu não tenho mais forças para fazer dar certo, isso é coisa do destino ou da vida, eu sei lá, mas eu sei qe não sou eu, eu não devo mais... se sujeitar a se machucar mais uma vez... as palavras ferem, e as mãos fazem dor..
Aquela antiga mania de colocar as mãos no rosto e procurar algo qe console, não acabou... as lágrimas ainda caem, mas há alegria na dor...
Abri um velho cartão hoje, e estava escrito sentimentos, dor, saudade... mas passou... o qe voltaria? o qe seria melhor? ou igual? a corda no pescoço forçou mais... e meu coração se congelou, nunca será o mesmo.. nunca baterá novamente, nunca amará como antes, nunca sobreviverá há loucura de duas pessoas.
Exclui tudo o qe me faz ter lembranças... exclui os momentos, os risos, as lágrimas, as noites... tudo o qe me leva para baixo..
... e mesmo assim meus sentimentos continuam intactos, e meus olhos procurando algo semelhante... mas não há!
a verdadeira felicidade terá um árduo trabalho, onde a vida quebra não tem como consertar, isso é lei..

sábado, 7 de julho de 2012

Tomorrow

É uma coisa gritante, qe me assusta pela madrugada, acordo com meus próprios gritos... Susurrando medos aos meus ouvidos... Meus olhos se dilatam numa coisa qe eu não sei dizer o qe é... Não sei com o qe tenho sonhado, mas eles me acordam, e eu choro não sei o porquê.. Tudo se move ao contrário quando a gente quer viver com vontade, os dias saltam em um pulo injusto.. e a gente já não sabe onde está vivendo, e o qe mais vale a pena! Largar tudo vale a pena? Desistir é tão fácil... e as pessoas continuam escolhendo as coisas facéis.. Eu quase morro em pensar no amanhã.. meus olhos já não dizem mais nada... Tudo o qe eu quero é um refúgio, qe cuidasse dos meus sonhos, para qe não tivesse mais pesadelos.. Estou com medo de novo... já fazem alguns meses qe arrancaram o meu sol!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

"Continue andando. Enfrente seus problemas de cara. Reaja. Vai. Tá pensando que é só você que sofre? Tá enganada. Anda menina. Para de ser infantil. A culpa não é de ninguém….Se apaixonou agora segura. Anda. Seja forte. Seja feliz. Seja uma mulher." Caio F. Abreu

domingo, 1 de julho de 2012

... sensação de morte interna!

sábado, 12 de maio de 2012

varanda.


O dia havia passado tão rápido e tão belo, e ela havia escondido atrás de seus olhos, procurando o "porque" de tudo.. enquanto um peqeno acontecimento poderia ter tornado o seu dia mais feliz, coisas para se lembrar e sorrir a noite ao se deitar.
... e ela mesmo sabendo, continua se submergindo em sua própria alma, analizando, ou apenas esperando, qe em um dia normal, as peqenas coisas te surpreendam.
Não adianta. Uma hora a cabeça da gente não suporta e corre atrás da primeira porta. Foi assim com ela e agora somos nove. Passos largos como esses nossos precisam de base. E se não for de pedra arrebenta na primeira onda forte. Feito ela... é assim mesmo. A gente tem qe se encher com nossas convicções pra poder suar deitada na neve. Pra seguir tem qe escancarar o coração, segurá-lo firme nos olhos até fazer lacrimejar. Se não for assim não há pés qe aguentem...
Houve felicidade também na ausência. Tantas despedidas a levaram ao telhado dela mesma. Pra deixar ir hoje ela sabe qe é preciso antes se entregar com palavras, noites, flores e tempestades. Alivia a sensação de palavras ditas, sentimento explícito. Assim a morte se faz sem dor, porqe a vida de fato aconteceu...
E Ela vai gritar... ainda qe apenas você a ouça. Porqe por um sorriso ela viveria todos os seus dias..e qe ninguém aponte como erro se ela se apaixonar várias vezes num segundo. sessenta vezes. sessenta formas. simplesmente pra recriar sessenta vezes o mesmo sentimento. O problema é qe tem gente qe aprende a contar minutos e confunde intensidade com horas. Ah... se ela soubesse desse segredo.
Posso enxergar os buracos tão vazios por natureza. As ausências das presenças. É qe ela se faz ali... no meio das palavras. Fora de dicionários. Abstrato. Recriando seu próprio vocabulário.

Desejos

Deixar qe alguém vá embora, é tentar se recompor e ser livre..
Pelo menos era isso qe ela entendia..
A gente sempre se recompõe.. não importa a situação, um dia acaba a euforia, e tudo volta ao seu devido lugar.
Ela não tem medo dos seus sentimentos . JAMAIS
Aprendeu a ser mais responsável nas escolhas
Desejou tão fortemente alguém qe não fosse embora quando surgisse uma pessoa melhor,
alguém qe olhasse em seus olhos e retribuisse seu carinho com um leve sorriso de ternura, alguém qe lhe desse um abraço e sonhasse em estar ao seu lado pra sempre.. alguém qe fosse feliz nas mínimas coisas, e qe lhe mostrasse a magia dos peqenos momentos.. Apenas ideologias..
Ela se cansou das mesmices.. dos velhos comportamentos, cansou do orgulho, e do olhar frio, cansou do banco da praça, e da montanha russa.. das palavras não ditas, e das emoções, qe sempre foram momentâneas..
O qe desejou era tão piegas, amor demais.. ou como sempre ilusões..
Mas ao mesmo tempo, ela sempre sonhou com o concreto, não apenas palavras, desejava também maturidade, sonhos, desejava além qe seus olhos poderiam enxergar, desejou um futuro, alguém qe tenha o pensamento no breve..

Mas na verdade, ela sempre se contradiz no final..

Aprendeu a não esperar demais, e a NÃO DESEJAR.. porqe no final a gente sempre se apaixona pela vida assim, meia torta mesmo... pelo oposto..
e cada segundo a gente aprendi algo novo, e nossos desejos mudam !
.. como tudo um dia muda .

Enfim cansou de tudo padrão.. cansou de caminhar com os mesmos sapatos, e os mesmos risos..
Já não tem medoo.. e agora enfrenta.. enfrenta pra ver no qe vai dar..
pq a vida é linda e mágica, e merece protagonistas qe se arriscam a viver o novo..
E pra se recompor, é preciso viver... e viver.. tudo passa rápido, e não
há mais tempo qe a segure !
Desejos a fazem mudar de planos .. e assim ela segue, sempre se contradizendo !

Maio

As folhas enfeitam os galhos secos das árvores... Mas chega o frio, onde todas as pessoas se aquecem no calor do colo de alguém... As folhas então abandonam os galhos, fazendo a árvore ficar distante dos olhos... No inverno o qe mais queremos é nos envolver nos braços do amor esperando a primavera chegar, onde novas e mais belas folhas nascem nos galhos secos, deixando florescer as delicadas e perfumadas flores colorindo as árvores e enfeitando as ruas dos qe andam de mãos dadas! Bem-vindo querido Maio, soprando frio nos corações apaixonados, aquecendo as mãos, e dormindo no pé de Agosto, cheirando à margaridas... Ah! o amor...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

passagem

O calor agredia a pele. Viver era uma arte naqele árido tempo. Uma menina passeava pelas figueiras, observava os rebentos serem abraçados pelo sol e seus diminutos frutos se arredondavam como a lua crescente em noites prateadas. Não tinha muito, mas tinha tudo. Vestes humildes, coração gigante. Transparente, encantava pelo qe era, não pelo qe tinha. Para ela, uma vida sem sonhos era uma emoção sem aventura, uma mente sem criatividade. Ela não qeria parar, seguia com seus passos curtos, deslizava sobre o orvalho em harmonia á dança de seu corpo. Os movimentos eram selecionados na melodia qe a natureza soava. Ana amava os pássaros, ela acreditava qe também podia voar e ir para onde seus olhos não alcançavam, o céu era seu maior desejo. Ofegante e cansada, clamou à um poder maior, ajoelhou-se e seus olhos já não enxergavam mais, agora ela apenas respirava num compasso desorganizado, tocou em sua face e um novo rosto louvou um céu azul, seus olhos sentiam o mar cá dentro. Ana ergueu os braços, quis voar, quis chegar perto do inalcançável, então se entregou a constante alegria qe explodia dentro de si, não há nada qe possa á prender, ela não qer parar... Clamou á uma passagem serena, rasgou a alma, e quebrou seu coração... Sentiu-se plena, sentiu-se livre... sorriu de alívio... Ana voou, e o céu foi o seu limite!
"Quem já pisou no santo dos santos não sabe viver em outro lugar."

terça-feira, 13 de março de 2012

Bom dia, meu amor!


As maçãs do seu rosto logo ficaram a mostra, após a dança que as estrelas comemoravam lá no céu... Naquela noite, a lua brilhava em um formato espetacular, e suas lágrimas eram de uma emoção jamais sentida..
Enquanto caminhava sobre aquele corredor qe lhe parecia a caminhada mais longa de sua vida, muitas coisas passavam em sua mente, as pessoas ali lhe olhavam como quem olha para uma pedra de rubi.. quanta ignorância achar qe esse ato seria o pior destino das pessoas, mal sabe elas qe nesse corredor é qe a gente escolhe a nossa história... e foi ali onde seus pés pisavam nas mais belas petálas de rosas qe decidiu não ser mais dona do próprio coração.
Quanta doçura ver o qe lhe aguardava no final do corredor, era um sorriso feliz e aliviado, era como um anjo sendo iluminado pela graça do momento, aquele quem ela confiara seu coração, ele chorava lágrimas douradas qe cintilavam mais ainda a sua emoção... Seus olhos mais uma vez falavam coisas ao seu coração, sempre previsíveis... assim como o mundo está em nossos olhos, os sentimentos também, por isso foi simples saber o quanto foi esperado por aquele momento e quanta felicidade havia neles...
O mais lindo de tudo era a aliança de cumplicidade qe ali seria convocada...


Ana então despertou pela manhã, não quis acordar do sonho, mas as maçãs do seu rosto logo ficaram a mostra novamente, ao se lembrar qe era um sonho real:
-Bom dia, meu amor!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

impermanência

" Brindo a casa, brindo à vida, meus amores, minha família " O Rappa- Mar de gente


Uma hora o frio fica distante da pele quente, as roupas usadas deixam a forma de nosso corpo; Uma hora a fome fica insaciável, as pessoas somem, a música pára de tocar, os passos ficam lentos, o rosto novo surge no espelho, a alma cansa... Uma hora o homem compreende a impermanência de todas as coisas, inclusive de si mesmo...
As veses a vida fica apertadinha dentro de nós mesmo, é a liberdade gritando um som de cura, e mostrando qe em cada dia nós somos levados à um lugar novo, e quando olhamos para trás não há mais ninguem naquele mesmo lugar...
É assim qe brindo a minha descoberta, esse lugar apertadinho, cheio de "eu", tão cheio qe nunca sobra espaço para ser apenas eu.