sábado, 12 de maio de 2012
Maio
As folhas enfeitam os galhos secos das árvores...
Mas chega o frio, onde todas as pessoas se aquecem no calor do colo de alguém...
As folhas então abandonam os galhos, fazendo a árvore ficar distante dos olhos...
No inverno o qe mais queremos é nos envolver nos braços do amor esperando a primavera chegar, onde novas e mais belas folhas nascem nos galhos secos, deixando florescer as delicadas e perfumadas flores colorindo as árvores e enfeitando as ruas dos qe andam de mãos dadas!
Bem-vindo querido Maio, soprando frio nos corações apaixonados, aquecendo as mãos, e dormindo no pé de Agosto, cheirando à margaridas...
Ah! o amor...
segunda-feira, 30 de abril de 2012
passagem
O calor agredia a pele. Viver era uma arte naqele árido tempo. Uma menina passeava pelas figueiras, observava os rebentos serem abraçados pelo sol e seus diminutos frutos se arredondavam como a lua crescente em noites prateadas. Não tinha muito, mas tinha tudo. Vestes humildes, coração gigante. Transparente, encantava pelo qe era, não pelo qe tinha.
Para ela, uma vida sem sonhos era uma emoção sem aventura, uma mente sem criatividade.
Ela não qeria parar, seguia com seus passos curtos, deslizava sobre o orvalho em harmonia á dança de seu corpo. Os movimentos eram selecionados na melodia qe a natureza soava.
Ana amava os pássaros, ela acreditava qe também podia voar e ir para onde seus olhos não alcançavam, o céu era seu maior desejo.
Ofegante e cansada, clamou à um poder maior, ajoelhou-se e seus olhos já não enxergavam mais, agora ela apenas respirava num compasso desorganizado, tocou em sua face e um novo rosto louvou um céu azul, seus olhos sentiam o mar cá dentro.
Ana ergueu os braços, quis voar, quis chegar perto do inalcançável, então se entregou a constante alegria qe explodia dentro de si, não há nada qe possa á prender, ela não qer parar... Clamou á uma passagem serena, rasgou a alma, e quebrou seu coração... Sentiu-se plena, sentiu-se livre... sorriu de alívio... Ana voou, e o céu foi o seu limite!
"Quem já pisou no santo dos santos não sabe viver em outro lugar."
terça-feira, 13 de março de 2012
Bom dia, meu amor!

As maçãs do seu rosto logo ficaram a mostra, após a dança que as estrelas comemoravam lá no céu... Naquela noite, a lua brilhava em um formato espetacular, e suas lágrimas eram de uma emoção jamais sentida..
Enquanto caminhava sobre aquele corredor qe lhe parecia a caminhada mais longa de sua vida, muitas coisas passavam em sua mente, as pessoas ali lhe olhavam como quem olha para uma pedra de rubi.. quanta ignorância achar qe esse ato seria o pior destino das pessoas, mal sabe elas qe nesse corredor é qe a gente escolhe a nossa história... e foi ali onde seus pés pisavam nas mais belas petálas de rosas qe decidiu não ser mais dona do próprio coração.
Quanta doçura ver o qe lhe aguardava no final do corredor, era um sorriso feliz e aliviado, era como um anjo sendo iluminado pela graça do momento, aquele quem ela confiara seu coração, ele chorava lágrimas douradas qe cintilavam mais ainda a sua emoção... Seus olhos mais uma vez falavam coisas ao seu coração, sempre previsíveis... assim como o mundo está em nossos olhos, os sentimentos também, por isso foi simples saber o quanto foi esperado por aquele momento e quanta felicidade havia neles...
O mais lindo de tudo era a aliança de cumplicidade qe ali seria convocada...
Ana então despertou pela manhã, não quis acordar do sonho, mas as maçãs do seu rosto logo ficaram a mostra novamente, ao se lembrar qe era um sonho real:
-Bom dia, meu amor!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
impermanência
" Brindo a casa, brindo à vida, meus amores, minha família " O Rappa- Mar de gente

Uma hora o frio fica distante da pele quente, as roupas usadas deixam a forma de nosso corpo; Uma hora a fome fica insaciável, as pessoas somem, a música pára de tocar, os passos ficam lentos, o rosto novo surge no espelho, a alma cansa... Uma hora o homem compreende a impermanência de todas as coisas, inclusive de si mesmo...
As veses a vida fica apertadinha dentro de nós mesmo, é a liberdade gritando um som de cura, e mostrando qe em cada dia nós somos levados à um lugar novo, e quando olhamos para trás não há mais ninguem naquele mesmo lugar...
É assim qe brindo a minha descoberta, esse lugar apertadinho, cheio de "eu", tão cheio qe nunca sobra espaço para ser apenas eu.

Uma hora o frio fica distante da pele quente, as roupas usadas deixam a forma de nosso corpo; Uma hora a fome fica insaciável, as pessoas somem, a música pára de tocar, os passos ficam lentos, o rosto novo surge no espelho, a alma cansa... Uma hora o homem compreende a impermanência de todas as coisas, inclusive de si mesmo...
As veses a vida fica apertadinha dentro de nós mesmo, é a liberdade gritando um som de cura, e mostrando qe em cada dia nós somos levados à um lugar novo, e quando olhamos para trás não há mais ninguem naquele mesmo lugar...
É assim qe brindo a minha descoberta, esse lugar apertadinho, cheio de "eu", tão cheio qe nunca sobra espaço para ser apenas eu.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
lembrança .

Lembro de quando eu era bem pequena.
cabia no colo da mamãe. nem andar eu sabia. mas amar eu já aprendia.
quando já era um pouco maior, com passos meus e palavras minhas, eu tive uma professora de dança.
ela tinha os cabelos enrolados e quando eles ficavam livres preenchiam toda a moldura do rosto. eu não faltava a uma aula se qer.
eu gostava do ritmo encaracolado qe a professora ensinava. um dia eu fui a uma festa e ganhei um sapatinho de cristal. guardei por algum tempo o brilho dele na minha estante, até que um dia resolvi dá-lo de presente à minha professora.
passei dias imaginando como fazer isso, em como eu podia fazê-la entender o quanto eram especiais os seus cachos. fiz isso com o coração querendo rasgar a roupa colada no peito. eu nunca esqueci desse detalhe. essas coisas qe a gente faz quando ainda tem esperança.
hoje encontrei a minha professora no elevador de um consultório. ela ainda tem os mesmos cachos e eu ainda fico sem saber o que fazer com as minhas mãos quando ela está por perto. acho qe ela também lembra do cristal que tinha naquele sapato. não ficou lá atrás este detalhe. ficou nos olhos nossos, naquele elevador.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
ao tempo.

..qualquer qe seja a promessa será sempre verdadeira, mas, talvez, amanhã já não o seja,
verdades são temporais, dependem da temperatura ambiente, do qe o corpo traduz em forma de sentido aos olhos, depende do qe chega a pele e cria tempestades em dias de brisa programada, esta tende a ser a minha maior fragilidade,
e de tanto escapar-me dos meus próprios trilhos descubro-me diante de um calendário sem datas, todos os dias parecem convergir para o segundo qe acaba de passar, eu acabo me perdendo nesta rotação permanente do solo qe hipoteticamente me serve de cais,
invento nos braços dele a minha proteção, visto-me desta armadura feita de amor sem promessa, amor em tempo real, concluo qe protejo-me dele, antecipo as curvas, me preparo diariamente para a promessa já empoeirada dos desejos de ontem.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
pecado.

Vontade de me vestir inteira de preto beirando as curvas, contornar de vermelho latejante os lábios qe o encontram, desejo de me perder na surdez do som no último volume, dançar até que o corpo se transforme em cordas de violão que ele escolha tocar, vontade de voltar atrás e rasgar as páginas antes da leitura, descer a montanha e pensar que o céu é o limite, desejo de acreditar na embriaguez de um copo de álcool, e deslizar meus pensamentos em um mundo ainda tão utópico, vontade de pendurar o sol e a lua no brindar das taças, e desmanchar as interrogações ininterruptas, desejo de nunca ter saído do meu quarto, ao ponto de não me reconhecer na minha própria história, vontade de construir um caminho mais tranquilo, desenhado no mapa, desejo de ter ninho e ter sentido.
Como ele diz, cada qual trás nos ombros os pecados, na cabeça a esperança e o pesar, no coração a dor, no olhar as alegrias e tristezas... Já a boca e mãos costumam somente ferir qem as ama.As pessoas não são projetos nossos, não são desenhos com espaços em branco pra se colorir os detalhes escolhidos, pessoas nos chegam prontas, não acabadas, mas nos chegam com um contorno.. e todos nós temos essa mania de projetar nas pessoas os desejos qe são nossos.. e é por isso qe pessoas ferem pessoas, mas se amam..por qe somos insaciáveis de dor e amor..
Sei qe há muito de mim nesses fios cheios de texto...
Entre eu e esse mundo há muita alma.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
um tanto de medo.

pai, estava pensando... acredita qe houve um dia em qe eu não sabia caminhar? neste tempo era você qem segurava a minha mão, e de tão firme me fazia colocar um pé a frente do outro sem me preocupar com qualquer queda.
E hoje qe eu posso correr, qe eu consigo mover cada pedaço meu, percebi qe a sua mão continua aqui, segurando a minha. acho qe é mesmo verdade qe os filhos nunca crescem, e ainda bem, porqe sentir sua mão contornando a minha me faz querer ser pra sempre bem pequenina pra caber no seu abraço muito maior que o meu.
sabe pai, as vezes eu fico horas olhando pra você, numa tentativa de guardar o futuro dentro dos olhos meus. sabe pai, tem pessoas qe não podem morar no céu, porque as nuvens impedem que daqui da terra os outros a vejam. sabe pai, ao lado da minha cama eu coloquei uma foto nossa. nela está impressa a minha infância. você está agachado, e eu estou protegida entre os seus braços. o seu dedo aponta pra um lugar que a foto não me deixa ver, e é por isso qe eu escolhi esta imagem.
sabe pai, quando eu penso em amor eu vejo você. sabe pai, eu também sinto medo, me sinto feito fruto quando nasce de uma árvore e receia sobreviver pouco tempo sem raíz. é qe eu tenho medo de quebrarem a minha asa... tenho medo do tempo, do tempo qe pode chegar sem piedade.. e fico tentando esquecer coisas qe passaram e me fizeram sofrer..
domingo, 5 de junho de 2011
cárcere.
Tudo nele prendia sua atenção, seu sorriso, sua voz, seu cheiro, seu carinho, ao lado dele, ela perdia suas forças, perdia suas máscaras, e podia ser ela mesma, não se reprimia por atitudes, tinham uma intimidade indescritível.
Tudo fazia parte de uma realidade tão surreal. Era tão especial; O jeito como ela o olhava era como um colecionador desejando uma pintura de Da Vinci, era como um cego vendo pela primeira vez a luz do dia... Era como o coração conhecendo a morte; a morte qe chega tão lenta, qe faz o coração disparar de medo, mas ao mesmo tempo desacredita qe não é o fim e espera por um milagre...
Ele provocava sensações desconhecidas, a saudade de meia hora, a alegria qe vem pela tarde ao lembrar dele, a palpitação no peito de quando ele está por vir, a insônia de todas as noites, a mais feliz novidade de sua vida...
Talvez fosse o tipo de cárcere qe ela sonhara... um tipo de medo qe a fazia arriscar... E lá fora NADA poderia arrancar sua encantadora dor, dor qe ardia e explodia em seu peito, dor qe faz curar as outras e faz amar.
Amor é assim mesmo, aquele medo tão íntimo, e não importa quantas vezes amamos, sempre parece novo o sentimento.
A gente nunca espera amar, é sempre um segredo qe o coração só deixa acontecer quando o peito fica cheio e o corpo deixa ir mais além, qe seja para sorrir ou para chorar.
Amar é assim mesmo, duas pessoas tentando ser feliz, procurando intimidade e algo motivante para se lembrar a noite antes de dormir. É quando a rotina se torna ansiosa para poder amar de novo, para poder olhar nos olhos e dizer o qe o coração está cheio...
Os livres de amor qe não arriscaram, nunca entenderão o qe faz bem a alma, o qe te faz cantar, o qe te faz ser eterna... Amor qe faz amar, canção qe faz sonhar.
Porque quando o sol se põe, alguém a faz lembrar qe seu dia foi perfeito... Sentados na grama, as palavras explodem como se fossem diamantes. Ela AMA !
Tudo fazia parte de uma realidade tão surreal. Era tão especial; O jeito como ela o olhava era como um colecionador desejando uma pintura de Da Vinci, era como um cego vendo pela primeira vez a luz do dia... Era como o coração conhecendo a morte; a morte qe chega tão lenta, qe faz o coração disparar de medo, mas ao mesmo tempo desacredita qe não é o fim e espera por um milagre...
Ele provocava sensações desconhecidas, a saudade de meia hora, a alegria qe vem pela tarde ao lembrar dele, a palpitação no peito de quando ele está por vir, a insônia de todas as noites, a mais feliz novidade de sua vida...
Talvez fosse o tipo de cárcere qe ela sonhara... um tipo de medo qe a fazia arriscar... E lá fora NADA poderia arrancar sua encantadora dor, dor qe ardia e explodia em seu peito, dor qe faz curar as outras e faz amar.
Amor é assim mesmo, aquele medo tão íntimo, e não importa quantas vezes amamos, sempre parece novo o sentimento.
A gente nunca espera amar, é sempre um segredo qe o coração só deixa acontecer quando o peito fica cheio e o corpo deixa ir mais além, qe seja para sorrir ou para chorar.
Amar é assim mesmo, duas pessoas tentando ser feliz, procurando intimidade e algo motivante para se lembrar a noite antes de dormir. É quando a rotina se torna ansiosa para poder amar de novo, para poder olhar nos olhos e dizer o qe o coração está cheio...
Os livres de amor qe não arriscaram, nunca entenderão o qe faz bem a alma, o qe te faz cantar, o qe te faz ser eterna... Amor qe faz amar, canção qe faz sonhar.
Porque quando o sol se põe, alguém a faz lembrar qe seu dia foi perfeito... Sentados na grama, as palavras explodem como se fossem diamantes. Ela AMA !
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Farol

Sob a luz baixa a gente tentava se encontrar um no outro,
perdidos pela vida a gente se completava no mais indescritível sentimento qe os olhares provocavam. Por mais qe os beijos se encaixassem, e os corpos se alinhassem, o mágico era conseguir enxergar em seus olhos segredos, sentimentos, marcas da vida.
Duas vidas qe tinham histórias parecidas, qe foram maltratados pela trajetória, mas qe quando juntos não havia mundo lá fora, existia apenas eu e você naqela fraca força e coração aqecido.
E num instante parecemos eternos, no outro, um dia parece uma hora...
As vezes estrelas parecem não piscar e a lua se torna peqena demais, tudo se ofusca diante de algo tão desconhecido, mas qe nos faz congelar na vida, parar tudo e sonhar.. apenas sonhar..
Enquanto meu barco se aproxima do farol, nossos corações tão confusos se aproximam e fazem total sentido em existir e fazer história.
Naqele momento, em qe se misturavam, tensão, paixão, fogo, medo.. onde tudo parecia não fazer sentido algo me dava segurança.. e me fazia dizer coisas qe o momento respirava.. era amor.. amor desconhecido..
medo e paixão..
e agora.. não tenho certezas.. mas deixo qe meu farol me guie, e me mostre o caminho, me mostre o qe talvez eu nunca tenha vivido.. qe meu mar seja aclamado sem fim.. qe nada tenha fim.. !
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